A hora é de alugar ou comprar a casa própria? Veja as dicas do especialista

Os antigos criaram a máxima de que "alugar um imóvel é jogar dinheiro fora”. Durante muitos anos, o sonho de ter a casa própria alimentou este ditado, fazendo com que muitos se endividassem por conta do dinheiro que iria para uma casa de aluguel. Hoje, no entanto, isso tem mudado: em alguns casos, locar um imóvel em vez de comprá-lo pode ser mais vantajoso financeiramente. Mas, antes de fazer a escolha, é preciso analisar uma série de variáveis. "Caso já tenha o dinheiro em mãos, é possível investir, ou seja, buscar rentabilidade, e conciliar no orçamento mensal o pagamento de um aluguel. Assim, terá seu patrimônio preservado e se capitalizando ao longo do tempo, tendo maior autonomia financeira”, diz Reinaldo Domingos, doutor em Educação Financeira, presidente da ABEFIN – Associação Brasileira de Educadores Financeiros e da DSOP – Educação Financeira. "Independente da forma de pagamento, é importante que a pessoa ou casal tenha tranquilidade financeira, com um orçamento mensal que honre com as parcelas assumidas e também com gastos os cotidianos, além de uma reserva financeira para qualquer eventualidade e da capacidade de continuar poupando mensalmente para realizar seus outros sonhos”, continua. Um dos maiores "poréns” na hora optar pela casa própria ou aluguel, é também pensar no tempo de permanência no imóvel. Isso porque se a pessoa pretende ficar menos do que cinco anos, o aluguel é a melhor escolha, por causa dos altos custos com documentação, por exemplo. Se a intenção é permanecer por ao menos dez ou doze anos no mesmo local, então, é importante considerar a compra do imóvel – se ele couber no bolso, é claro.

O passo seguinte é a pessoa calcular o quanto conseguiria obter se investisse esse dinheiro em aplicações conservadoras como poupança, Tesouro Direito e CDB em vez de usá-lo na compra. Se os rendimentos forem maiores que o valor do aluguel, pode ser melhor continuar inquilino. "É preciso colocar no papel e considerar qual saída é mais vantajosa para a realização do sonho da casa própria. Em todo caso, é importante negociar valores e formas de pagamento, já que passamos por uma recessão em todo o país”, afirma o especialista. "A escolha depende também da urgência da pessoa/família pela mudança. Se precisar mudar imediatamente, deve recorrer ao imóvel pronto. Se desejar comprar o imóvel na planta, tendo a casa onde e como sempre sonhou, e pode esperar pela construção, pode valer a pena comprar na planta. Por se tratar de uma compra tão importante, não basta pensar no que é mais barato, e sim analisar tudo o que ela representa para aquela pessoa/família”. Ainda de acordo com Reinaldo, para saber se está sendo vantajoso pagar aluguel, você deve conhecer o valor do imóvel. Se um imóvel vale R$ 300 mil e o valor do financiamento for R$ 3 mil, por exemplo, caso esteja pagando um aluguel de R$ 1 mil, o valor vale a pena. Se a pessoa/família tiver condições de arcar com o valor do financiamento, é válido seguir pagando aluguel e poupar a diferença, assim poderá comprar o imóvel à vista em 10 anos, ou seja, mais rapidamente e pagando menos juros do que se entrasse no financiamento. Agora, se o valor que estiver pagando de aluguel for equivalente ou maior do que o valor de um financiamento, vale a pena financiar. Quem decidiu cair no mundo das casas de aluguel, e ir contra as crenças das famílias sobre o assunto, foi o técnico em construção civil Hudson Paixão e corretora de imóveis Júlia Almeida, que, depois de quase cinco anos de relacionamento, decidiram alugar um apartamento para se livrar do enorme congestionamento que enfrentavam todas as manhãs para ir trabalhar. "Nós não aguentávamos mais ter que acordar às 5 da manhã e ficar parado em um trânsito de duas horas a duas horas e meia. Então começamos a procurar imóveis perto do nosso local de trabalho. Nós sentamos, fizemos as contas e acabamos escolhendo um lugar realmente muito bom e que cabia dentro do nosso orçamento [...] Não foi nada romântico, do tipo "vamos nos casar”. Na verdade foi bem prático e analítico”, comenta Júlia, que mora de aluguel há quase dois anos.

Muitos especialistas dizem que foi a crise quem tornou o aluguel mais atrativo, devido à contenção nos preços de aluguel de imóveis (em 2015, os valores de locação caíram, em média, 3,34%) por parte dos locadores. "Porém, a partir do momento que o aluguel voltar sofrer aumentos significativos (acima da inflação), é a hora de começar a planejar a compra de um imóvel”, avisa Reinaldo. Mas, para os casais pouco preparados financeiramente, comprar um imóvel pode significar quase três décadas de taxas, juros e comissões. Além do que, se não gostarem de morar muito tempo no mesmo lugar, será uma opção frustrante em um curto prazo.

"Atualmente, muitas pessoas recorrem ao financiamento de uma casa ou apartamento justamente por não terem se planejado e poupado com antecedência para realizar esse sonho. Quem realiza esses financiamentos são os bancos, que pagam o valor total do imóvel adquirido diretamente para o vendedor e o comprador assume esse vínculo com o banco. As condições de financiamento variam de banco para banco, mas o que precisa ser bem observado é qual banco cobra a menor taxa de juros, quanto tempo vai durar esse financiamento e se as parcelas cabem no orçamento financeiro mensal. Caso contrário, pode não conseguir conciliar as despesas ao longo do tempo”, explica o profissional. Agora, quem acredita que consegue morar de aluguel e juntar dinheiro ao mesmo tempo para comprar um imóvel, como plano de longo prazo, o aviso é quanto ao tipo de poupança que é mais rentável nesse período. De acordo com Reinaldo, fazendo um diagnóstico financeiro (anotando por 30 dias todos os gastos – inclusive os menores), saberá quais despesas pode reduzir ou eliminar para poupar para o sonho da compra da casa própria. "Sugiro que faça pesquisas e até uma simulação em algum banco, para saber o quanto custaria a prestação do imóvel que deseja. Poupe o dinheiro guardado em um investimento conservador, como poupança, CDB ou tesouro direto. Se for interessante, é válido utilizar o valor do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)”, lembra.

Para casos onde a pessoa não tem pressa, segundo Reinaldo, o consórcio pode ser uma boa pedida. Assim se faz o pagamento de um valor fixo mensal e pode ser contemplado com a carta de crédito por sorteio ou lance. A pessoa pode ser contemplada rapidamente ou após muitos anos, por isso é importante traçar um planejamento que considere os prós e os contras, como a dependência de sorteios ou a necessidade de dar lances altos. Quem já está pensando em investir na casa própria e não quer partir para um consórcio ou aluguel, a recomendação no momento é aguardar um pouco mais. "Atualmente, todos os bancos estão praticando uma taxa de juros entre 12% e 14% para imóveis de R$ 150 mil a R$ 500 mil; acima de R$ 500 mil ,as taxas variam de acordo com o banco escolhido. Além disso, o percentual máximo financiado pelos bancos é de 80% do valor total do imóvel, e o maior prazo (dado pela caixa econômica federal) é de 35 anos. Tudo isso lembrando que o percentual de entrada deve ser equivalente a 30% do valor total do imóvel, e a parcela do financiamento deve comprometer no máximo 30% da renda bruta da pessoa/família”, diz o especialista. "É imprescindível negociar também, quando tiver o valor a vista, para conseguir um excelente desconto. O pagamento em dinheiro deve ser sempre valorizado, portanto negocie ao máximo”, completa. Sendo assim, é muito importante se programar e pesquisar bastante antes de tomar uma decisão definitiva. Também, é válido sempre lembrar que uma escolha como essa que não pode (e nem deve) ser tomada por impulso, se não a pessoa/casal corre o sério risco de o sonho do "lar doce lar” acabar virando um pesadelo.

 

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